Helena
Na segunda-feira seguinte, acordei com uma sensação estranha. Não era exatamente ansiedade. Nem medo. Era como se alguma coisa estivesse prestes a acontecer. Balancei a cabeça enquanto prendia o cabelo diante do espelho.
— Você está ficando paranoica, Helena.
Peguei minha mochila e desci para tomar café. Meu pai já lia o jornal na mesa, enquanto minha mãe terminava de preparar algumas torradas.
— Dormiu bem? — perguntou ela.
— Dormi.
— Tem certeza? Você parece preocupada.
Sorri de lado.
—