Helena
Na quinta-feira, acordei com uma sensação estranha.
Não era exatamente um pressentimento, porque nunca acreditei muito nisso. Era mais como aquela impressão de que alguma coisa estava fora do lugar, mesmo quando tudo parecia exatamente igual.
Meu pai me deixou na escola como fazia todas as manhãs.
— Tenha um bom dia.
— Você também, pai.
Antes de sair do carro, ele sorriu discretamente.
— Como está o projeto da feira?
Sorri de volta.
— Bem. Acho que vai ficar muito bom.
— Fico feliz.
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