Já passava das dez da noite quando meu celular vibrou sobre a mesa de madeira ainda nua, cercada por caixas meio abertas da mudança. Eu estava largado numa das cadeiras, camiseta cinza, jeans, os braços cruzados atrás da cabeça, fingindo assistir a um noticiário qualquer que murmurava na TV. Fingindo era a palavra certa. Aquela cena vinha se repetindo havia dias: eu ali, imóvel, esperando algo que nem sabia definir direito.
Nova mensagem.
Annabelle
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“Ele mandou. Boa sorte, tenen