Balancei a cabeça, rindo com ele, mas então sua expressão ficou um pouco mais séria.
— Na verdade… eu sempre esperei que você voltasse. Não só para vender carros, mas para me ajudar na administração da loja.
— Você ainda me quer?
— Minha saúde não anda muito bem. Não é nada grave ainda, mas o médico já me alertou que preciso desacelerar. Na verdade, são aqueles malditos cigarros que acabaram com minha saúde.
— Dylan… eu.
— Antes que você diga alguma coisa, eu já tomei minha decisão. Quero que você fique à frente da loja.
Engoli em seco. Isso era grande. Maior do que eu havia imaginado quando pensei em voltar.
— Você está falando sério?
— Mas… e o seu filho? Ainda há uma chance dele administrar a loja?
— Ele mudou de ideia. Vai chegar de viagem em breve. Ele cuidará das finanças e da parte burocrática. Mas quem realmente vai comandar a loja no dia a dia… essa pessoa tem que ser você.
A proposta de Dylan era um bálsamo para a minha alma ferida, uma chance de recomeçar do zero, em um lug