O caminho até a casa de Adrian foi silencioso.
Mas não era o mesmo silêncio de antes.
Não era confortável.
Não era leve.
Era o tipo de silêncio que vem depois de algo quebrar por dentro.
Eu estava sentada no banco do passageiro, com as mãos juntas no colo, ainda tremendo levemente. O rosto ardia onde ele tinha me atingido, e, mesmo com o frio do ar-condicionado, eu sentia calor... um calor estranho, desconfortável.
Adrian não falou nada.
Mas eu percebia.
No jeito que ele dirigia.
No maxilar tra