Montar um caso não é sobre juntar provas.
É sobre construir uma narrativa impossível de ser ignorada.
Irrefutável.
Inquebrável.
E, acima de tudo... inevitável.
Eu já tinha feito isso antes.
Com Suzana.
Mas aquilo...
Aquilo era diferente.
Muito diferente.
Porque, dessa vez, não era apenas uma criminosa desesperada tentando se salvar.
Era alguém que nasceu dentro do sistema.
Criado por ele.
Protegido por ele.
E agora...
Blindado por algo muito maior.
Os documentos estavam espalhados sobre a mesa.