O setor nunca esteve tão silencioso.
Não era um silêncio natural — daqueles que surgem quando todos estão concentrados em suas próprias tarefas. Era um silêncio denso, desconfortável, quase vivo, como se o ar carregasse uma expectativa invisível, prestes a se romper a qualquer instante.
As luzes frias do teto refletiam nas superfícies limpas das mesas, deixando tudo com um brilho artificial, impessoal demais. O som dos teclados, que normalmente preenchia o ambiente com um ritmo constante e prev