O silêncio do corredor do hotel era quase sufocante. O som seco dos saltos de Hadassah ecoava como marteladas no mármore, um compasso arrogante que mascarava a tempestade que girava dentro dela.
Quando a porta do quarto se fechou atrás de si, a máscara de altivez cedeu por um instante. Ela largou a bolsa sobre a cama como quem desfere um golpe e tirou os sapatos com violência, sentindo os pés latejarem — não de dor física, mas de raiva.
O celular estava ali, carregando na mesinha lateral, como