Alicia já não sabia mais quem era quando olhava no espelho. Sua imagem parecia a de uma estranha. Por fora, a recém-casada perfeita, com o brilho no olhar e o sorriso educado. Por dentro, um poço de culpa, medo e desejo reprimido. A confusão a consumia como um veneno lento, diário, silencioso. Ela se arrastava pelos dias, fingindo normalidade, mas estava em pedaços.
E o pior de tudo era quando Roberto se aproximava.
Ela o amava. De verdade. De um jeito calmo, doce, como quem ama o homem que a t