O disparo ecoou pela casa inteira.
O silêncio que veio em seguida era ainda mais assustador.
Arthur instintivamente puxou Lívia para trás, protegendo-a.
Eduardo sacou a arma e apontou para a janela quebrada.
— Quem está aí? — gritou.
Nenhuma resposta.
Apenas o vento atravessando as paredes destruídas.
No chão, a carta permanecia caída diante da antiga lareira.
Uma pequena chama, alimentada pelos restos de madeira seca, começou a consumir lentamente uma de suas extremidades.
— A carta! — gritou