Capítulo 35 – Eu escolho a ciência, não a dor
Ponto de vista: Sofía Rojas
Na manhã do confronto com Valeria, Sofía não queria sair de casa.
A notificação vibrou levemente sobre a mesinha de cabeceira.
Uma mensagem. Apenas uma linha. Apenas um nome.
Adrián Castell: “Sofi, precisamos conversar.”
Sofía leu uma única vez. Depois, releu.
E, pela primeira vez em muito tempo, não sentiu vontade de responder.
Sua mão não tremeu. Seus olhos não arderam. Seu coração não se acelerou.
Ela apenas deixou o celular na mesinha, com a tela acesa, a mensagem em azul, sem resposta. Visto. Sem retorno. Sem explicação.
Ela se levantou sem pressa. Entrou no banheiro e fechou a porta.
Tirou o pijama macio que havia usado durante aquele dia.
O vapor do chuveiro quente embaçou o espelho... e com ele, as memórias de tudo o que doía. Ela não se olhou no espelho.
Não queria ver a mulher que chorava.
Queria ver aquela que voltava a lutar.
Lavou o rosto com força. Escovou o cabelo com paciência.