CAPÍTULO 227 — Amanhecer em Teus Braços
A manhã entrou no quarto sem pedir licença, deslizando entre as cortinas abertas como uma luz tímida que parecia respeitar o silêncio daquela cama, como se não soubesse — ou talvez não quisesse saber — que aquele espaço já não pertencia ao mundo de ontem, que ali havia acontecido algo que não se apaga com luz nem com o passar do tempo, que havia pele ainda guardando a forma do outro e um silêncio que continuava vibrando com promessas não ditas, mas profun