Capítulo 148 — Quando a espera se torna eterna
O dia 3 de outubro amanheceu com aquele céu lavado de primavera que faz Montevidéu brilhar. A casa dos Medina-Acosta estava envolvida por um aroma doce: as roupinhas recém-lavadas com amaciante de bebê que Lili tinha estendido na tarde anterior. Tudo estava pronto havia dias, mas naquela manhã a organização tinha algo de ritual: a mala da maternidade ao lado da porta, o carrinho montado num canto da sala, as fraldas empilhadas, a bolsa do bebê com