Roberto parou na porta, a mão ainda na maçaneta, prestes a sair. Eu me sentei na cama, pulsos latejando, e falei antes que ele fechasse a porta:
— Espera.
Ele virou-se, surpreso. Seus olhos amarelos me observaram com cautela, mas também com esperança.
— O que foi?
Engoli em seco, mantendo a voz o mais calma possível, fingindo curiosidade genuína.
— Me fala sobre o Coração de Prata. Como ele funciona de verdade. Você disse que pode me libertar… me fazer escolher livremente. Eu quero entender. Se