CAPÍTULO 47
Maria Eduarda Duarte
A raiva me consumia, e eu sentia que se não me controlasse, poderia fazer uma cena ainda mais vergonhosa. O restaurante estava lotado, com o murmúrio das conversas ao fundo e o tilintar dos talheres, mas para mim, tudo parecia um borrão distante e todos me olhavam. Apenas a fúria dentro de mim era clara e presente.
Olhei para Maicon, que estava me observando com um olhar divertido. A necessidade de despejar o que estava entalado na minha gargant