Meredite
O vento gelado de Paris batia no meu rosto enquanto eu caminhava pela rua com o casaco fechado até o pescoço. Quem olhava de fora, jamais imaginaria que eu tinha acabado de sair de uma prisão brasileira. Jamais pensariam que por trás daquela aparência de turista rica e distraída, existia alguém que deveria estar sendo vigiada dia e noite. Mas eu consegui.
Consegui sair, consegui respirar ar livre outra vez. Eles acharam que eu ia apodrecer atrás das grades, mas não. Eu sempre encontro