༺ Amara Wild ༻
Quando a porta do carro se abriu, um cheiro de flores frescas me invadiu. Ao erguer os olhos para a fachada da mansão, vi o enorme painel pendurado no alto: “Parabéns, nova mamãe”.
O coração deu um salto dentro do peito. Tudo estava decorado com balões brancos e dourados, fitas caindo pelo hall e risos ecoando lá dentro.
Assim que entrei, o som dos aplausos me envolveu. Cal, Verônica, meu pai, Francisca e Santiago, todos reunidos num semicírculo de pura alegria. Um turbilhão de vozes, abraços e flashes de câmeras me cercaram. Era impossível não sorrir diante de tanto carinho.
Meu pai, com Laura ao lado, veio na frente, os olhos marejados ao se inclinar sobre o carrinho onde Zoe e Asafe dormiam.
— Eles são lindos, filha — disse, a voz embargada. — Dois pedacinhos de céu.
Laura assentiu, tocando de leve a mãozinha de Zoe.
— Você não imagina como estávamos ansiosos para conhecê-los.
Observei aquele amontoado de gente se derretendo pelos bebês e senti uma paz morna no peito