Ponto de vista da Pietra
Depois acabei indo pra casa da minha mãe buscar o Clifford dizendo que tinha acabado de chegar da minha viagem. Não entrei em detalhes, claro. Disse que tinha sido bem legal e que hotel era muito bom. Minha mãe não percebeu o hematoma no meu olho. Que ótimo. Menos uma história pra inventar.
Voltei pra casa já eram quase quatro da tarde. Eu não tinha mais a intenção de sair. Eu ia ficar maratonando alguma série.
Quando estava me ajeitando confortável no sofá escutei uma buzina insistente no portão. Resolvi atender. Era um rapaz de moto com uma encomenda pra mim. Um buquê enorme de rosas vermelhas e um lindo arranjo roxo. Tinha um cartão.
“Eu sinto muito. Eu te amo muito. Dom.”
Nossa, que lindo. Confesso. Meus olhos encheram de lágrimas. Eu nunca tinha recebido um buquê de rosas na vida. Isso mexeu comigo. Eu coloquei as flores num vaso com água. Mas, eu não iria ceder tão fácil assim. Ele mentiu pra mim, salvou o número da Sara. Isso não era tão