CP-05 A inauguração da nova loja

Alguns Dias Depois ♥♥♥♥♥♥

Acordo sentindo os meus olhos pesados. Não consegui dormir direito na noite passada, graças a ansiedade pela inauguração da minha loja, que já é hoje. Estou tão nervosa. Já fiz todas as entrevistas e contratei o pessoal; e deu tudo certo na reforma e decoração — mesmo com as ocasionais alfinetadas entre Caio e Alex. Hoje é o grande dia! Nem consigo acreditar. Tudo passou tão rápido.

— Bom dia, minha princesa linda. — Escuto a voz de Caio em meu ouvido.

— Bom dia — falo, puxando-o para os meus braços. — Estou com fome — digo, e Caio ri.

— Eu imaginei. Ultimamente você está comendo muito bem. Pedi pra trazerem o café aqui no quarto. — Ele me dá um selinho e acaricia a minha bochecha.

— Você é demais.

Me sento na cama e Caio se levanta, encaminhando-se para o carrinho que está no canto do quarto. Pega uma bandeja e coloca sobre a cama.

— Pedi de tudo um pouco, amor. Bolo, pão, iogurte, fruta — conta, apontando para cada coisa.

— Obrigada. — Eu sorrio.

— Qualquer coisa por você. — Ele segura a minha mão e lhe dá um beijo delicado.

Após o café da manhã, tomamos banho juntos e começamos a nos arrumar. Visto uma calça jeans, uma camisa branca de seda e calço um scarpin branco. Faço uma boa maquiagem e cachos em meus cabelos. Quando já estou pronta, me viro para Caio.

— Como estou? — pergunto.

Ele me olha dos pés à cabeça.

— Maravilhosa. — E se aproxima para beijar a minha testa.

***

Chegando no endereço, os funcionários, amigos e familiares já estão nos esperando. Fiz questão de chamar todos para compartilhar desse momento tão importante em minha vida. Resolvi inaugurar a loja em um sábado, no início da tarde, pois seria mais fácil para o pessoal conseguir vir. Todos estão conversando e se divertindo; os comes e bebes começam a ser servidos e penso que não tem como esse momento ficar melhor.

Depois de meu breve discurso, a minha mãe me abraça.

— Filha, a confeitaria ficou incrível!

— Obrigada — digo, sorrindo enquanto desvio o olhar para os dois homens que me fazem companhia. — Tudo isso é mérito de Alex e de Caio. — Aponto para eles, que não escondem o quão orgulhosos estão. — Esses dois trabalham muito bem juntos.

Meu pai também vem me parabenizar, e em seguida Vivi e seu namorado. Até os meninos vem com suas namoradas. Ricardo e Camila estão em um grude só.

— Posso roubar ela só um pouquinho? — Camila pergunta, segurando a minha mão e me puxando, e Caio concorda.

— Amiga, por que parece que você aprontou? — questiono assim que paramos em um canto mais vazio.

— Tenho que contar uma coisa que fiz e não sei se você vai gostar.

— O que você fez, Camila?

Ela começa a rir. Parece estar se lembrando de algo.

— Amiga, eu dei uma surra naquela vadia! — Ela fala, toda orgulhosa, e meu queixo cai.

— Você não fez isso! — exclamo, incrédula, mas ela balança a cabeça confirmando.

— Eu não resisti, Manu. Depois que Caio passou lá em casa e contou tudo o que aquela escrota fez, meu sangue ferveu. Quando ele foi embora, liguei para Larissa e perguntei se ela tinha o endereço dela. Ela me passou e fui lá na mesma hora. Foi tão bom deixar algumas marcas naquela pele branquela.

— Você é doida, Camila — rio, e ela me abraça forte.

— Eu falei que se ela mexesse com você, iria pagar, e sou uma mulher de palavra — afirma, com a voz séria.

— Sei que é errado, mas é tão satisfatório imaginar você batendo nela. — Nós duas começamos a rir. — Eu amo você.

— Eu também. Estou sentindo muito sua falta. — Faz uma carinha triste. — Você vai voltar pra casa hoje mesmo?

— Vou sim. Assim que fechar a loja, já pego minhas coisas pra ir.

— Desculpa — Caio aparece ao lado de Ricardo —, já ficamos com saudades. — E então me abraça.

BÔNUS: flashback, Camila

Meu sangue está fervendo. Não acredito que aquela vadia da Dulce fez isso com a minha amiga. Eu fiquei aqui julgando Caio, mas na verdade foi tudo um plano dela — pude ver em seus olhos que ele estava falando a verdade. Decido pegar meu celular e ligar para Larissa e pedir o endereço dela. No início ela fica meio desconfiada, mas acaba me passando e eu o anoto em um pedaço de papel. Chamo um Uber e vou direto para a sua casa. Ao chegar no andar do seu prédio, consigo ver um homem de terno saindo do seu apartamento. E algo me diz que esses dois estão aprontando.

— Boa noite, morena gostosa — ele fala assim que me encontra parada no corredor. — Está perdida? Precisa de ajuda? — Seu tom de voz me deixa enjoada.

— Muito obrigada, mas dispenso qualquer coisa que venha de você — respondo, sem me importar se estou sendo rude.

— Adoro uma mulher bravinha. — Ele dá um passo em minha direção, e me afasto antes que possa tocar meu rosto.

— Se você encostar em mim, vou chutar suas bolas e você vai ver estrelas. — Ele recua com as mãos levantadas. — Boa escolha.

Ele passa reto e segue para o elevador. Quando tenho certeza que já foi embora, bato à porta de Dulce e logo ela a abre. E assim que me vê, faz uma careta.

— O que está fazendo aqui?

— Vim te dar uma coisa.

Ela me olha confusa.

A empurro para dentro do apartamento e fecho a porta.

— Você está louca?! Saia da minha casa agora! — ela grita.

— Cala a sua boca! Eu vou dar o que você está merecendo. — Dou um tapa em seu rosto.

— Sua favelada! — fala, colocando a mão no rosto.

— Você vai ver a favelada agora!

Jogo-a em cima no sofá e ela se debate, mas não consegue se soltar. A estapeio sem parar e tufos de seus cabelos tingidos de vermelho param em minhas mãos.

— Para com isso, sua louca — grita enquanto chora e tenta proteger o rosto.

— Você não é a gostosona que gosta de aprontar com os outros?! Só está levando o que merece.

Estou sentindo um prazer tão grande em fazer isso. Quando meus braços já não aguentam mais, me levanto e arrumo as minhas roupas. Olho para ela, que já não está mais branca e sim vermelha, com os cabelos bagunçados e os olhos inchados.

— Acho já terminei o meu trabalho por aqui — falo, esfregando uma mão na outra para tirar os fios avermelhados que estão entre meus dedos.

— Eu vou te denunciar. Você vai ser presa por agressão — diz, limpando o sangue que escorre no canto da boca.

— Experimenta me denunciar. Tenho certeza que você deve mais do que eu. E se vasculharmos bem a sua vida, sei que encontraremos muito lixo escondido debaixo do tapete. — Seus olhos se arregalam. — Agora já vou indo. Foi muito bom te ver, querida.

Dou uma ajeitada em meus cabelos e saio do apartamento com um grande sorriso no rosto.

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