Maya Nogueira
O hospital era uma colmeia. Por anos, Arthur Strauss tinha sido o sol em torno do qual aquela instituição orbitava, não apenas pelo nome de seu pai, mas pela ética absoluta que ele mantinha dentro do centro cirúrgico.
Ele era, talvez, o único homem naquele império que nunca se deixou seduzir pela arrogância da linhagem. Entre os enfermeiros da emergência, os técnicos de radiologia e o pessoal da limpeza, havia um respeito silencioso, quase sagrado, por ele.
Nos últimos dois dia