Arthur Strauss
O motor do meu esportivo rugia contra o asfalto úmido da marginal, uma melodia metálica que deveria ter sido o som da minha libertação, mas que, na verdade, soava como um réquiem. Meus dedos apertavam o volante com tanta força que os nós dos meus dedos deviam estar brancos, quase saltando através da pele esticada. O ódio não era um sentimento passageiro; era uma substância espessa, um combustível tóxico que corria pelas minhas veias, substituindo o sangue, a razão, a própria hum