Maya Nogueira
O corredor administrativo do hospital parecia ter se esticado, ganhando uma distância quase intransponível. Eu estava com uma pasta de prontuários sob o braço, voltando do quarto da minha mãe, quando vi. A porta do escritório de Arthur se abriu e Isabella Marcel saiu.
Não foi apenas o fato de ela estar ali. Era o como. O blazer perfeitamente cortado, o caminhar felino, e aquele sorriso de quem acabou de ganhar uma partida de xadrez — um sorriso que não era de prazer, mas de sober