Maya Nogueira
Saímos da suíte com a mesma pressa com que entramos. O caminho para o hospital foi um borrão de luzes da cidade e o silêncio tenso de dois corações que haviam sido interrompidos no momento em que finalmente começavam a bater no mesmo ritmo.
Ao chegarmos à entrada da emergência, o ar condicionado gélido e o cheiro característico de antisséptico nos atingiram.
— Você é uma droga viciante, Maya — ele murmurou, um sorriso frustrado e cheio de uma admiração relutante surgindo e