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Capítulo 5 - O Colapso no Irish's Club

Levei-a ao Irish's Club. Vick parecia deslumbrada com a decoração rústica. Escolhi uma mesa estratégica — nunca dou as costas para a porta; é o instinto que me mantém vivo. Pedi uma garrafa de Bordeaux para ela e um uísque puro para mim.

— Kavanaugh... Você conhece a origem do seu nome, Victoria? — perguntei, o sobrenome soando como uma oração.

— Pode me chamar de Vick... — ela respondeu, a voz como uma carícia.

Ela me contou sobre a mãe e o vazio na sua linhagem materna.

Enquanto falava, bebia rápido demais; vi suas pálpebras pesarem. De repente, ela entrou em pânico ao ver a hora: o último trem era às 22h. Ela disparou para a saída. Ninguém no clube ousou tocá-la; todos sabiam que ela estava sob a minha sombra.

Encontrei-a do lado de fora, apoiada ao muro, parecendo um passarinho machucado. Propus levá-la para casa, pois ela não estava em condições de pegar um trem sozinha. Após hesitar, ela acabou aceitando. Eu sabia onde ela morava, mas precisei perguntar o endereço; notei que ela me dera o endereço de sua amiga, Julia.

De forma divertida, perguntei se ela estava com medo de me dar o endereço de sua casa... Ela riu e disse que já havia planejado passar a noite com a amiga.

Deixei-a na porta de Julia, que ficou visivelmente espantada ao me ver. Me apresentei, beijei a mão de Vick e parti. Deixei três dos meus homens vigiando a casa: os brutamontes de Maiza e Roberto não deveriam se aproximar dela ou de Julia.

Voltei para a mansão no Alto da Boa Vista, mas não conseguia dormir. O cheiro dela parecia impregnado no meu nariz. Aqueles olhos... aquela tristeza... a forma como ela bebia rápido o vinho, como se tentasse afogar alguma coisa. Não vi o tempo passar. Fui para o banheiro e tomei um banho; o dia começava a despertar no horizonte. Quando estava terminando de me arrumar, o telefone tocou e meu mundo virou de cabeça para baixo.

Fred, com raiva na voz, informou-me o ocorrido: vira Victoria sendo carregada pelos ombros por um capanga. Estavam acompanhados de Roberto e Maiza, indo para os fundos do armazém onde havia um homem estranho, também escoltado por dois seguranças armados. Corri para o carro e parti. No trajeto, Fred continuava a me informar os detalhes; ele conseguira se aproximar sem ser visto e ouvira o que falavam.

Mallacht! (merda!) Aqueles filhos da puta estavam entregando a minha Vick para o pagamento de uma dívida!

— Fred, faça o que for necessário, mas não deixe que toquem num só fio de cabelo dela! Mate todo mundo se for preciso, estou chegando!

na estrada, eu não conseguia ver nada; a raiva me consumia. Cheguei àquele "muquifo" que aqueles malditos chamam de armazém.

Minha Vick estava no chão, desacordada. Havia quatro homens mortos pelo local; Roberto e sua puta de esposa conseguiram fugir. Eu me ocuparia pessoalmente daqueles dois depois; minha prioridade era Victoria.

Ela estava jogada naquele chão sujo, como se fosse nada. Peguei-a, verificando sua respiração; ela queimava de febre. Suas pupilas estavam dilatadas: ela fora drogada! Mallacht! Fred se aproximou com o blindado e saímos dali em alta velocidade. Ele me informou que já havia chamado a equipe de limpeza e apagado o disco rígido das câmeras de vigilância. Ao chegar em casa, ela estava completamente mole nos meus braços. A senhora Walsh veio ao meu encontro e, quando a viu, levou as mãos à boca. Ficou impressionada com a semelhança de Victoria com sua mãe, Siobhán.

Indiquei que a levaria para o meu quarto e ordenei que chamassem nosso médico de confiança, explicando que ela fora drogada. Em trinta minutos, o médico chegou. Colocou-a no soro e disse que ela estava desidratada e, talvez, com anemia ou falta de vitaminas. Fez uma coleta de sangue para análise e alertou que levaria tempo para o organismo filtrar o entorpecente; ela fora drogada com Cetamina um analgésico veterinário muito forte.

A senhora Walsh aproximou-se e disse:

— Vou cuidar dela, Killian. Vou limpá-la e tirar essas roupas com sangue e sujeira, não se preocupe.

Eu estava hipnotizado pela raiva. Disse à senhora Walsh:

— Ela seria vendida como um animal... uma Kavanaugh sendo vendida como um objeto sem valor! Eu vou queimar tudo; quero as famílias Volpe e Callahan no chão!

Senhora Walsh pôs a mão no meu ombro com carinho:

— Deixe seus homens cuidando disso por enquanto. Quando ela acordar, estará atordoada; seria bom que a primeira pessoa que ela visse fosse você.

Victoria dormiu por três dias inteiros. Eu não a deixava nem por um segundo. Cochilava ao seu lado, comia ao seu lado e, quando ia tomar banho, deixava a porta aberta, atento a cada barulho.

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