Mundo de ficçãoIniciar sessãoColetânea de histórias da April D. Destinos Cruzados conta a história de Jess, uma brasileira morando nos Estados Unidos, que enfrenta o Bullying e a rejeição. Sob o Mesmo Coração é sobre um amor de outro mundo, aquilo que vai além do que a vida e a morte podem mensurar, acompanhe Ariel e Millo nessa história. Memórias de Outrora são contos para se fazer refletir. Versos da Alma é uma coletânea de poemas que April escreveu desde sua adolescência.
Ler maisÚltimo dia de aula, a formatura está perto, significa que logo o verão vai começar e os diversos alunos de Horizon High irão começar a se dispersar pelos corredores, distribuindo anuários para serem assinados e se despedindo de colegas. Faltava apenas míseros 30 minutos para eu finalmente ser livre e ter meus três meses de férias merecidas.
Estou no segundo ano do ensino médio em uma cidade no Colorado, meu nome é Jessica da Silva, e ao contrário dos outros alunos pacatos do colegial, tenho metas. Quero começar a trabalhar assim que possível em uma escola de artes e terminar a Universidade de Belas Artes com honras.
Já as patricinhas como a Brittany Sinclair, só sabem passar as aulas avaliando produtos em sites de compras e sair com os namorados musculosos, mas sem nenhum tipo de músculo cerebral, como o Tyler Donovan, são o tipo de pessoa que jamais se envolveram com uma nerd como eu, e prefiro assim, pessoas com vida de "Barbie" me dão enjôo.
Vocês devem estranhar eu ter um nome tão peculiar morando nos Estados Unidos. Bom, vim morar na gloriosa América quando tinha meus 7 anos de idade, mas nasci no Brasil, confesso que inglês é minha zona de conforto, embora tenha bastante sotaque, mas gosto de falar com minha "vovó" em português. Todas as vezes que a visitei, ela fazia bolinhos de chuva para mim. Tem sabor de infância.
Apenas 20 minutos para a aula de biologia acabar, confesso que nunca gostei dessa matéria, já passei muita vergonha quando tive que dissecar sapos e a professora Deborah Parker me dava sermões de como segurar um bisturi corretamente, a última vez, fiz uma bagunça, o que era para ser um simples corte virou uma cena nojenta.
Pra variar hoje é aula de genética, não é que eu não seja uma pessoa inteligente, só realmente acho esse assunto um saco.
Sinto algo bater em minhas costas e algumas risadas ao fundo.
— Algum problema, turma? — pergunta a professora Deborah. Todos fazem que não com a cabeça mas logo voltam a dar risada bem baixo. Eu olho para meus pés vendo uma bola de papel amassada, ignoro.
Logo outro impacto atinge minhas costas, eu sei que é proposital, abaixo e pego a segunda bola de papel, já esperando o que viria a seguir.
" Volta pra favela" "Fala inglês igual gente."
Havia uma bandeira do Brasil totalmente distorcida desenhada no papel com estereótipos como uma bola de futebol, uma bunda e um papagaio segurando uma arma.
Bela obra de arte, Brittany, poderia utilizar seus dons artísticos para algo que não fosse o bullying. Reconheço o papel do caderno da loira por ser rosa com glitter e a letra bastão perfeitamente alinhada não poderia ser de outra pessoa.
Meu tipo de prova precisa ser múltipla escolha, pois até hoje tenho dificuldade em não fazer letra cursiva, nem mesmo meus professores entendem o que quero dizer, no começo eu precisava fazer um discurso sobre 20 questões em aberto. A vida escolar de uma imigrante nunca foi fácil.
Depois de aguentar mais algumas informações sobre cromossomos o sinal toca, indicando que finalmente estaria livre de todo aquele caos, poderia aproveitar as férias para me organizar para ir à Universidade de Crestwood em Haverhill, ter uma vida acadêmica sem Brittany Sinclair e seus tormentos seria um sonho, ainda mais se pudesse passar com uma boa bolsa, mas só saberia isso em casa.
Vou sair da sala quando Brittany esbarra em meu ombro deixando meus livros caírem, a Srª Parker me chama.
— Jessica, sabe que pode contar comigo caso algo esteja acontecendo entre seus colegas. — A professora fala entrelaçando os dedos em cima da mesa.
— Eu sei Srª Parker, mas já disse que não precisa se preocupar, além do mais, hoje é o último dia de aula. — digo, aliviada com a possibilidade de não ver Brittany nunca mais na vida.
— Ainda assim, sabe que temos o sistema anti-bullying na nossa escola, se precisar, você sabe o que fazer. — Ela diz com um sorriso compadecido. — Mudando de assunto, você já escolheu para qual universidade irá?
— Já sim, a universidade de Belas Artes de Crestwood.
— A melhor antes de Harvard e Oxford, com certeza uma escolha sábia. Mas você já pensou na possibilidade de não passar? Tem um plano B? — Ela pergunta e eu fico aflita.
— Não cheguei a cogitar que eu não passe, estou contando com essa oportunidade. — Digo.
— Por que não tenta se inscrever em outras universidades para ter uma garantia? — Ela me dá um sorriso e estende um panfleto.
"Academia de Brooksfield", mas isso fica exatamente a 8 quadras daqui. É uma universidade menor, para aqueles que não se deram bem nas universidades mais cotadas, ou para os que não tem visão de futuro. Não era uma má instituição, mas seus alunos tiravam sua fama.
— Obrigada Srtª Parker, irei pensar. — dou um sorriso amarelo enquanto vou abrindo a maçaneta.
— Jess. — Ela chama antes de eu sair.
— Sim?
— Tenha um ótimo verão. — agradeço com um aceno de cabeça e por fim saio, em direção ao corredor e à minha liberdade.
NuvemOlha lá no céu Aquela nuvenzinha Será que é passageira? Ou o tempo irá mudar?Tão macia e branquinha Será que é como um cobertor? Ou ela fugiria se eu encostasse Tão frágil, tão belaMas logo logo a chuva cai E começam os primeiros sinais de trovoada Há quem tenha medo de chuva Mas eu ... só quero me molharAquela nuvenzinha lá em cima Às vezes só quer chorar Derrama suas lágrimas, nuvem Eu estou aqui para te verE quando o sol voltar Esperarei mais um dia de chuva Para que eu também possa me livrar das minhas doresTu que encobre o sol Mas também faz o céu sorrir Me presenteia com teu lindo arco-íris Enquanto te vejo partir Até um belo dia, pequena nuvem Em que eu escute o seu chorar Olharei para o céu de novo Você estará lá para me molhar.SaudadeQue saudade do teu cheirinho Do teu beijo e teu carinho Dos teus dedos entrelaçados aos meus Que saudade do teu toque Dos abraços apertados Do teu olhar sereno Como eu adoro aquel
Divina Comédia – EspecialInferno•Eu estava perdido Um vazio me consumia Lento, calmo, vagarosamente Quem eu sou? Quem eu era? Por que sou? Eu caí Como Alice Mas não havia maravilhas no final da toca Apenas o nada Não, apenas a inquietação Minha alma ardia Será que estou no inferno? Eu precisava de algo Mas eu não conseguia enxergar Me enxergarAté que em um dia de primavera O décimo quinto do nono mês, pra ser exato Eu senti Pela primeira vez em muito tempo Eu senti algo? O que era? Ah, um estranho novo Séria como todos os outros Um "Olá" e a vida seguiria Mas não foi isso que o destino quis Ele era... Interessante Mas só isso? Não... Então o que? Eu não sei...Talvez o jeito que ele me tratava Ou como era bobo e atencioso O que era aquilo? Eu não estava mais caindo Eu...me achei Não...ele me achou Ele me enxergou Não meu corpo Não essa casca que carrego Mas minha alma Ele me segurou pela mão Me tirou
Carta AbertaEu tinha tantas coisas pra compartilhar com você Tantos sonhos que foram guardados Em um baú empoeiradoTantas memórias de papel_ Dissolvidas em chuva de lágrimasNoites mal dormidas Dias inacabados Sem no fim uma só palavra tuaMinha cabeça já não me pertence Sou traído pela minha menteNão preciso de água Tampouco oxigênio Só preciso de um minutoUm minuto para voltar no tempo Um minuto para reascender nossas memórias Um mísero e simples minutoIsso mudaria tudo Tudo, enquanto já não tenho nadaOdeio te amarQueria gritar que te amo Mas há em mim um outro "eu" Que constantemente me diz pra te odiar Te desprezarNão sei se deveria ouví-lo Às vezes esse "eu" sussurra ao meu ouvido E às vezes ele gritaGrita a plenos pulmões Quase como se tirasse fôlego dos meus Eu alterno entre te amar e te odiarEu tento ignorar essa voz que faz parte de mim Essa parte que não te suportaTodos os dias me vejo em um estranho debate O qual não posso
Quem Eu SouNão sei quem sou Tampouco sei quando irei saber quem sou O que sou? O que serei?Carreira, faculdade, família, relacionamentos Engenharia, medicina, direito, arquitetura O que serei? O que terei?QUEM EU SEREI? O máximo que posso responder é: Serei diferente do que sou agora E do que fui no passadoDiagnósticoAmor Sentimento de afeição Origem Latina, amarelo Coração acelerado, boca seca E as borboletas Ah sim, as malditas borboletasEu adorava borboletas Quando eu não as sentia Como a porra de um vulcão no meu estômagoQuando eu era apenas uma criancinha Achava que amor era conto de fadas Mas é horrívelÉ uma doença terminal Uma febre intermitente Que não se cura com remédios comuns Nem mesmo os antibióticos mais potentes(In) felizmente há solução Meu médico foi bem claro quanto a prescrição Preciso de cinco doses diárias de vocêAtemporalSomos passado, presente e futuro Mudança constante e permanência Fantasia misturada à r
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