GABRIELA narrando
O silêncio voltou. Mas não era o silêncio da paz, nem o vazio do nada. Era o silêncio pesado, denso — aquele próprio de quem acabou de sobreviver à beira da morte.
A guerra havia começado de verdade.
Diana segurou meu ombro com tanta força que seus dedos cravaram na carne. A palma da sua mão estava ensopada com o meu sangue quente, que escorria lentamente entre seus dedos e pingava no chão sujo de poeira e terra. Ao nosso redor, dezenas de corpos jaziam inertes pela praça, um