GABRIELA narrando...
A noite estava fria, um vento cortante que parecia carregar consigo o próprio cheiro da morte. Ao redor, as ruas da comunidade estavam silenciosas de um jeito estranho, um silêncio que não era de paz, mas de ausência de vida. O ar era denso, impregnado com o fedor forte e inconfundível dos corpos que já começavam a se decompor pelo chão — o rastro da brutalidade deles, que agora se voltava contra si mesmos.
Eu observava cada movimento, cada som. Os passos pesados dos homens