Mundo ficciónIniciar sesiónElijah e Miguel estão juntos a mais de dez anos, juntos eles são pais de dois lindos garotos, porém eles não esperavam adotar mais uma criança. Juntos dessa montanha russa de novidades, Elijah está se adaptando a sua nova estação e tentando não deixar que os traumas do passado interfiram em sua nova equipe.
Leer másEu estava mesmo fazendo isso.
Andava de um lado para o outro na antessala do salão de festas do Hotel Milani, um dos lugares mais luxuosos da cidade, tentando convencer a mim mesma de que aquilo era uma boa ideia. Contratar um gigolô para fingir ser meu noivo? Deus me perdoe, mas eu não tinha escolha.
Meu ex-noivo estava prestes a se casar. E não com qualquer pessoa, mas com a minha ex-melhor amiga. Sim, eu fui duplamente traída, num pacote "compre um, leve outro" que eu nem sabia que estava assinando. Se existisse um programa de fidelidade para otárias, eu já teria acumulado pontos suficientes para resgatar um tapa na cara e uma passagem só de ida para o fundo do poço.
Ignorar o casamento? Era o que eu queria. Mas Elise fez questão de me ligar pessoalmente! Claramente ela estava querendo rir de mim, me humilhar. Mas eu não podia perder aquela briga. Então disse que iria. Mas pior: eu disse que iria acompanhada pelo meu noivo incrivelmente gato e rico!
— Rico? — Ela riu, parecendo não acreditar.
— Ele é herdeiro de uma das maiores empresas do país — menti.
— Estou ansiosa para conhecê-lo.
No dia seguinte, a notícia já tinha se espalhado. Não fazia nem vinte e quatro horas desde que o convite tinha chegado, e de alguma forma, todos os nossos amigos em comum já sabiam que eu ia ao casamento. E pior: que eu levaria meu noivo milionário.
Agora, além de ser obrigada a comparecer, ainda estavam esperando um espetáculo. Se havia alguma chance de recusar antes, agora não existia mais. Eu precisava ir. Mas se eu ia, não podia aparecer sozinha, humilhada e derrotada. Precisava fingir ser alguém que eu não era.
Fingir já era praticamente meu segundo emprego quando se tratava do meu ex. Eu fiz isso por anos. Fingia que não percebia quando ele chegava em casa com outro perfume impregnado na roupa. Que não notava as desculpas esfarrapadas, os olhares trocados entre ele e Elise quando achavam que eu não estava olhando.
Eu ainda me lembro do vestido que usava, do som abafado da chuva lá fora, do silêncio pesado no apartamento de Elise quando cheguei ali sem avisar. Meu coração já batia forte no peito quando empurrei a porta entreaberta e os vi.
O homem que deveria ser o amor da minha vida, deitado no sofá entre as pernas da minha melhor amiga.
— Alex?
Os dois congelaram. Ele apenas suspirou e soltou um riso nasalado, sem um pingo de remorso.
— Zoey… Isso não ia durar mesmo.
Meu peito travou.
— Isso…?
— Zoey, sinceramente… Você sempre foi tão sem graça — Elise disse.
Minha cabeça virou para ela em um estalo.
Ela deu um sorrisinho de canto, mexendo no próprio cabelo com desdém.
— Você sempre se esforçou tanto pra ser perfeita. Pra ser a namorada ideal, a amiga ideal, a pessoa confiável. Mas vamos encarar a verdade? Você nunca teve nada de especial.
O golpe veio certeiro. Direto na minha alma. Minha melhor amiga. Meu noivo. Os dois rindo da minha cara.
— Ninguém nunca vai escolher alguém como você, Zoey — Elise continuou, implacável. — Você só serve pra ser coadjuvante na vida dos outros.
Foi naquele momento que eu soube. Eu nunca fui a mulher que Alex queria. E talvez nunca fosse a mulher que alguém quisesse.
Então, se eu não podia vencer na vida, ao menos venceria na aparência.
Meu celular apitou, e eu rapidamente peguei para ler a mensagem.
"Estou atrasado, mas já estou chegando."
Revirei os olhos. Pelo que eu paguei, ele não deveria cometer erros básicos como esse.
— Zoey? Não vai entrar?
Amanda, uma das minhas ex-amigas da faculdade, me analisava de cima abaixo, como se esperando que meu noivo aparece no ar a qualquer momento.
— Meu noivo já está vindo. Te vejo lá dentro.
Droga, cadê ele?
Antes que eu pudesse mandar mais uma mensagem, meu celular desligou. Trabalhei durante todo o dia e não tive tempo de carregá-lo antes de vir.
— Ah, ótimo! Agora, se algo der errado, estou completamente ferrada.
Minutos depois, ele chegou.
E, meu Deus do céu.
O homem era um pecado ambulante. Alto, facilmente um metro e noventa, corpo esculpido na medida certa, um terno preto perfeitamente ajustado que gritava poder e uma presença tão intensa que parecia fazer o ar tremer ao redor dele.
O cabelo castanho escuro estava levemente desalinhado, o tipo de bagunça proposital que só homens bonitos conseguem usar sem parecerem desleixados. A barba bem-feita, as feições marcantes, os olhos penetrantes de um azul acinzentado que me congelaram no lugar por alguns segundos.
Eu só tinha visto fotos de corpo antes de escolhê-lo. E se elas já eram boas, o rosto era melhor ainda.
Minha mente apagou qualquer outro pensamento e meus pés se moveram sozinhos. Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, agarrei seu braço com força e o puxei para perto.
— Você está atrasado! — reclamei.
Ele franziu as sobrancelhas, claramente confuso, mas não recuou.
— Desculpe?
— Não temos tempo! — continuei, ignorando seu tom de dúvida. — Mas vou fazer uma revisão rápida: meu nome é Zoey Aguilar, tenho 26 anos, e meu ex-noivo e minha ex-melhor amiga estão se cansando. E eu preciso de um homem absurdamente gato e que finja ser um herdeiro extremamente rico ao meu lado para não parecer que não sou uma fracassada total.
O homem piscou, como se processasse cada palavra devagar. Claramente ele tentava não rir.
— Certo… e esse homem gato e rico seria…?
— Você, óbvio. — Fiz uma careta. — Pra isso que estou te pagando, e muito bem, por sinal.
Ele inclinou a cabeça, agora um pouco mais divertido do que confuso.
— Então eu vou ser pago?
Bufei.
— Você é louco ou o quê? Mas deixa pra lá, não preciso que você seja inteligente. Preciso que seja gostoso, sorria bonito e finja que me ama por uma noite. Uns beijinhos, uns toques, nada demais...
A boca dele se curvou num sorriso safado, cheio de malícia.
— Isso eu posso fazer.
Meu coração falhou um batimento. O que era esse homem, e por que ele me olhava desse jeito?
— Ótimo. — Fingi não me afetar e puxei sua mão para irmos em direção ao salão. — Vamos logo, não posso me atrasar mais!
Enquanto atravessávamos o corredor, algo me ocorreu.
— A propósito, precisamos definir o seu nome.
Ele arqueou uma sobrancelha, claramente se divertindo.
— Definir o meu nome?
— Lógico! Você precisa de um nome de herdeiro...
Tirei do bolso uma listinha que minha irmã tinha preparado pra mim com os sobrenomes mais importantes o Brasil.
Ele soltou uma gargalhada genuína, grave e deliciosamente perigosa.
— Anda, escolhe.
Ele parou por um segundo, e o sorriso brincalhão voltou aos lábios.
— Christian Bellucci.
Antes que eu pudesse responder, as portas se abriam, e lá estava Elise. Ela arregalou levemente os olhos, deixando escapar...
— Bellucci... Da vinícola Bellucci?
7 anos depoisEra a formatura de Kendrick! Ele estava se formando como policial e Elijah e Miguel não poderiam estar mais felizes.Kendrick estava com vinte e dois anos, ele usava o uniforme azul e estava na fila junto aos outros. Ele era alto, seu cabelo estava completamente loiro.Junto ao casal, Dominick de dezesseis anos estava muito animado pelo irmão, assim como Oliver que já estava com seus treze anos!Elijah não parava de chorar, ele olhava o mais velho dos filhos e via como ele estava bonito.O casal se abraçaram e Miguel registrava cada momento, a família inteira estava ali e o irmão de Elijah foi o policial que lhe deu o quepe, como se fosse o diploma.Miguel e Elijah abraçaram os filhos mais novos e se sentiam tão orgulhosos.Era como ver em cada um deles que valeu a pena!Eles estavam orgulhosos de verdade!(><)8 anos depoisMiguel sorriu para Thayla, a garotinha tinha ido junto com o avô para o hospital, o chefe dos enfermeiros que agora já estava com seus quarenta e oit
Kendrick ouvia as coisas que a promotora falava e apenas concordava.Era o dia do julgamento de Jhon e Simon, ele sabia que aquilo era importante e que seu testemunho faria muitos coisa mudar.O adolescente olhou para seus pais que sorriam em sua direção. O Foster adolescente concordou e quando a promotora entrou, ele ficou esperando e quando foi chamado, não quis olhar para aquela malditos.Ele jurou sobre a bíblia, mesmo não crendo e quando sentou no banco, finalmente viu aquela dois, roupas sociais, cabelos cortados e uma feição de piedade.Patéticos!— Kendrick, não é? — O advogado de John perguntou.— Sim!— Quem escolheu esse nome? — Ele perguntou e Kendrick revirou os olhos.— Seu cliente! — Kendrick respondeu sem expressar alguma emoção.— Kendrick, pode nos dizer, uma boa lembrança com seu pai? — Ele falou e Kendrick sorriu.— Claro! No ano novo desse ano, eles levaram meus irmãos e eu a uma casa de praia, mas uma meio que afastada e assim vimos os fogos, mas sem o barulho! —
Elijah acordou já sabendo que provavelmente a noite era presente. Ele olhou para o lado e viu Miguel ainda adormecido.Quando se sentou, esticou o corpo na tentativa de acorda-lo um pouco mais, levou sua mão até o ombro machucado e quando sentiu o curativo feito, suspirou.— Eu sou um homem morto! — Falou sabendo que Miguel provavelmente o mataria de tanto xingar quando acordasse.O Foster colocou suas pernas para fora da cama e se pôs de pé, ele estava finalmente descansado e queria ver os filhos, quando abriu a porta, foi como se tivesse voltado ao mundo real.As gargalhadas das crianças eram altas, ele foi ao banheiro e quando chegou no primeiro andar, viu Kendrick e Mitsuki pintando junto com as crianças, Bela e Laila -amiga de Bela- estavam sentadas no sofá e um filme passava na televisão.Quando o bombeiro foi notado, Nick correu até o pai, suas mãozinhas sujas de tinta amarela logo estavam na barriga nua de Elijah, manchando sua pele.— Desculpa pai... — Nick pediu ao ver o que
Quando a noite chegou, todos estavam muito animados, Kendrick sorriu ao ver a mesa farta, tinha tudo que ele gostava, principalmente macarrão com queijo e muitos comida mexicana.Toda a família Foster e Sánchez estavam presentes, eles falavam e falavam, Kendrick olhou para Bela e seu noivo Jack, eles estavam conversando sobre o bebê, mas seus olhos se cruzaram com os de Miguel e viu o enfermeiro sorrir para si.Ele encarou os olhos azuis, os dois se olharam por longos segundos, e naquela troca de olhares, ele sentiu que nunca mais estaria sozinho ali, nunca mais passaria um natal sozinho ou chorando trancado no quarto.Seus olhos se cruzaram com Elijah logo depois, o bombeiro sorriu e ele sabia que foi a ele que se conectou primeiro. Foi Elijah que Santa Muerte enviou, como se fosse seu presente.Os primos corriam junto com Nick, Oliver estava sentado no colo de Deidara, o loiro e Oliver eram muito próximos e ele adorava o tio.Eles jantariam no horário de sempre, já que as rotinas da
Sarah se levantou e assim foi liberada, Owen chamou April que era a diretora da escola que os três filhos de Miguel e Elijah estudavam.— April Smith, a quanto tempo você é diretora da King Scholl?— Quinze anos!— Aqui temos todos os valores anuais que o casal Foster gasta com Oliver! — Owen falou entregando o papel a diretora. — Pode nos dizer o valor total?— Vinte e dois mil!— Um valor alto, não? Com Dominick, é apenas quinze mil!— Sim! Mas, eles pagam para que Oliver tenha não só professores de apoio, como monitores de apoio fora da sala de aula, alimentação preparada somente para ele e a grade dele é única e conta com momentos na brinquedoteca e nossa piscina! — Ela explicou.— Vocês fazem entrevista e adaptação escolar, como foi a de Oliver?— Na nossa entrevista eles já estavam aprovados por já terem um filho em nossa instituição, mas eles não estavam certos sobre a permanência de Oliver na escola, fizeram uma verdadeira entrevista com nosso corpo docente! Elijah já tinha av
Miguel não queria estar ali, Oliver ao menos entendia por que não podia ficar com seus pais, Dominick ficou com o irmão e Kendrick ficou ao lado dos pais, para dar um conforto a eles.Sarah era do juizado de menores e ela era quem ficou responsável pelo caso de Oliver e Dominick, o cabelo cacheado estava preso em um coque alto, sua pele amarronzada estava maquiada e sua feição era de revolta.— Isso é ridículo! Oliver não deveria passar por isso! — Ela falou com Owen que concordou com ela.— Mas as testemunhas que você sugeriu são boas, sinceramente, quase irrefutáveis! — Owen falou e Miguel não sabia bem quem seria chamado, a única coisa que ele sabia era que Oliver não iria falar diante de todos, uma entrevista foi gravada e ele respondeu às perguntas feitas por um psiquiatra infantil.Elijah estava mais tranquilo que Miguel, o Foster sabia que eles não perderiam o filho, mas Miguel ainda parecia temoroso e o marido compreendia.— Por que não posso ir à lanchonete? — Kendrick pergun
Último capítulo