O quarto de Helena estava iluminado pela luz suave da tarde que atravessava as cortinas claras. Diante do espelho, ela ajeitava os cabelos com calma, passando os dedos pelos fios enquanto observava o próprio reflexo. Tentava manter a aparência serena, mas o som que ecoava pelo corredor há poucos minutos ainda vibrava em sua memória.
Os gritos.
A discussão.
A porta batendo.
Helena sabia exatamente de onde vinham aqueles sons: o quarto de Natasha.
Quando a porta se abriu abruptamente, ela se viro