Helena fechou os olhos e sorriu baixinho:
— Você não lembra?
A mulher se virou e acariciou os lábios de Bruno com delicadeza, os dedos finos pressionando suavemente, deslizando lentamente. Seus olhos, claros como água límpida, não desviavam do olhar de Bruno. A sugestão era velada, mas muito óbvia.
Nenhum homem conseguiria resistir. Mesmo com a amnésia, o instinto de Bruno permanecia intacto. Ele segurou seu pulso delicado e, com os olhos negros profundos, murmurou com a voz baixa e rouca:
— Não