O corpo de Bruno ficou rígido.
Atrás dele, os sussurros chorosos de Melissa, suaves e envolventes, aos poucos queimavam seu coração:
— Bruno, a vida em Genebra é tão solitária. Eu ficava na varanda do quarto do hospital e só conseguia ver o céu, e aquela igreja. Todos os dias eu ouvia o som das pombas sobrevoando a igreja, aquele bater de asas, e então eu sabia que era de manhã. Quando elas voltavam, era sinal de que a noite havia chegado. Dia após dia, mês após mês, ano após ano... Antes, ao me