Isabella Duarte Ricci
A raiva ainda fervia em minhas veias quando entrei em casa, jogando a bolsa no sofá com mais força do que o necessário. O cheiro de café fresco e madeira polida me envolveu, mas nem isso foi suficiente para acalmar a tempestade dentro de mim.
Lorenzo, meu pai, estava sentado em sua poltrona de couro, lendo um livro. O jornal do dia estava dobrado ao lado da xícara de café. Quando me viu, ergueu os olhos perspicazes, que sempre pareciam enxergar além do óbvio.
— O que