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Capítulo I - Antes da primeira vez - Parte Três

Quando cheguei a minha sala pude ouvir parcialmente a conversa de Evandro no telefone. O bastante para saber que gravariam com uma banda de rock que estava fazendo sucesso entre os adolescentes. Queriam chegar a um acordo para alcançarem, da melhor forma, outros públicos.

Ainda estava furiosa com o que Enrique disse. Me sentia pequena, alguém que só cativava o desejo sexual nos homens e não era isso que eu queria. Sentia falta de uma pessoa para conversar, tomar sorvete, jogar vídeo game e um monte de coisas que só os namorados faziam. Ouvir aquilo dele me fez olhar para o passado e perceber que nunca realmente me amaram.

Era somente o desejo que fazia com que os homens me procurassem. Se eu analisasse meus relacionamentos perceberia que nunca tive um namorado de verdade.

Como já havia combinado com meu chefe, saí mais cedo e não tive que ver Enrique novamente.

Saí para dançar com meus amigos de vizinhança em uma boate chamada Oasis. Ainda chateada com o que Enrique me disse. Tentei me divertir e não demonstrar a vontade que estava sentindo de ir para minha casa dormir.

Comigo estavam três amigos: Letícia, Anderson e Leila.

Bebemos e dançamos até alta madrugada. Anderson namorava Letícia, então somente Leila e eu tínhamos que dispensar os homens que tentava uma aproximação.

— Hoje só quero dançar e me divertir. Nada de homens. – Leila transformou meus pensamentos em palavras.

Quase agradeci.

— Combinado. Vamos ignorar esses predadores e nos divertir. – sorri e meu sorriso foi mais sincero que qualquer outro que dei naquela noite. Poderia dispensar todos que chegassem até a mim sem despertar suspeitas.

A música eletrônica agitava a pista enquanto luz neon desfocavam os rostos dos frequentadores. Durante a noite três homens tentaram uma aproximação sem sucesso. Dançamos por horas parando apenas quando o corpo exigia líquido. O lugar era pequeno. A pista de dança separada do bar. Na pista de dança havia apenas um espaço com caixas de som, globos de luz e fumaça artificial. Uma porta levava ao bar decorado como fotos de roqueiros famosos, sofás pretos, cadeiras de madeira e um balcão onde um homem e uma mulher serviam diversos tipos de bebidas. Dançamos, bebemos e conversamos sobre coisas triviais.

Depois que cheguei em casa, tirei os sapatos e as roupas que havia deixado em cima da cama, guardei, me joguei e dormi satisfeita, pois a noite foi melhor do que esperava. Em muitos momentos pude esquecer o sócio do meu chefe. Era bom demais estar com meus amigos!

*

Os dias passaram sem muitas novidades. O pessoal cansou de falar sobre minha teimosia em não dormir com o patrão e começaram a comentar sobre a gravidez de uma das funcionárias. Ela tinha quase cinquenta anos e eles a tornaram o foco por causa do risco da gravidez. Como em todas as fofocas, me mantive distante.

Quinze dias se passaram e começava a sentir falta dos olhares de Enrique. Ele iria ficar mais quinze dias distante, na casa que possuía no litoral paulista, em Ubatuba. Como eu não queria que ninguém percebesse que sentia falta dele, tratei de trabalhar normalmente.

Em uma segunda-feira, dezessete dias após o início das férias de Enrique (é, eu estava contando) meu chefe me encheu de trabalho, pois teria que levar o contrato para uma dupla sertaneja excêntrica na casa deles que era em algum lugar do interior. Ele suplicou para eu ficar mais algumas horas após o expediente terminando um orçamento de publicidade da gravadora. Não pude negar, pois ele sempre acatava meus pedidos para sair mais cedo ou entrar mais tarde quando precisava resolver alguma questão da faculdade.

Terminar o orçamento não demorou muito. Meu horário normal de saída era às 17 horas e acabei às 18:30. Foi até rápido demais.

Saí quase correndo para pegar o metrô porque ainda não podia me dar ao luxo de possuir um carro e, também, sair de carro na cidade era mais demorado que ir a pé.

Acabei lembrando, quando estava na portaria, que meu cartão do metrô tinha caído da bolsa e o deixei em cima da mesa. Voltei para buscar, peguei e chamei o elevador novamente para finalmente sair da empresa. E, enquanto esperava, me certifiquei de que não esqueci mais nada. Quando a porta do elevador abriu, quase caí de tanta surpresa. Enrique estava dentro do elevador, totalmente lindo usando uma camisa branca que realçava seus músculos e um jeans azul surrado.

— Sobe? – assim que me viu, o sorriso cínico invadiu seu rosto. Percebi que estava viciada naquele sorriso.

— Vou descer. Estou de saída. – recuperei a voz e agradeci por ela não ter saído rouca.

Ele segurou a porta e fez um gesto para que eu entrasse.

Como não podia bancar a infantil, entrei.

— Já passou do seu horário. O que ainda faz aqui? – perguntou enquanto a porta se fechava.

— Precisei terminar um orçamento para o senhor Evandro. Não foi possível durante o expediente porque estávamos bastante ocupados. – olhava nos olhos dele enquanto falava, não podia evitar, sempre olhava para as pessoas quando falava com elas, por mais que me incomodasse. Ele percebeu isso nos meus primeiros dias na empresa e sustentava o olhar como se me desafiasse a desviá-lo.

— Que pena! Pensei que você estivesse aqui porque morria de saudade e queria sentir minha presença.

Não pude deixar de sorrir com seu atrevimento.

Já estávamos no andar da sala dele. Ele segurou a porta do elevador e continuou me encarando.

— Adoro o fato de você sempre encarar as pessoas quando conversa, pois quando me encara vejo o desejo em seus olhos e me dá a certeza de que em breve tocarei cada pedacinho do seu corpo, e vou te fazer implorar para me ter dentro de você.

— Sua ousadia já não me assusta mais. Poderia liberar o elevador, por favor? – apertei o botão do térreo. Não pude evitar de me lembrar da maldita frase: “não quero sair com você”.

— Vou liberar. Deixe-me te olhar só mais um pouco. Senti falta dessas suas curvas, sereia. – ele mordeu os lábios e sem demora desceu o olhar do meu rosto para cada pedaço do meu corpo.

Quando percebi que não resistiria avancei para sair do elevador como uma presa fugindo de seu predador.

— Não me importo em descer de escada – declarei.

— Não será necessário. – ele me puxou para dentro do elevador e a porta se fechou antes que saísse.

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