O primeiro soco não foi técnico.
Foi impulso.
O saco de pancadas balançou forte, o som seco se espalhando pela academia vazia, preenchendo o espaço de um jeito quase agressivo. André não parou. Veio outro golpe, mais forte, depois outro, e outro, até o corpo encontrar um ritmo que não tinha nada de treino.
Era descarga.
O ar entrava pesado, saía pior ainda, e a cada impacto alguma coisa dentro dele tentava acompanhar.
O passado veio primeiro.
Letícia.
Mais nova, mais leve, mais próxima de um te