Letícia não conseguiu descansar.
Mesmo deitada, o corpo não relaxava, como se ainda estivesse preso no que tinha acontecido mais cedo. Ela virou de um lado para o outro, tentando encontrar uma posição confortável, mas o incômodo vinha de dentro, não do corpo. A casa estava silenciosa, escura, e aquele silêncio só aumentava tudo — os pensamentos, as dúvidas, as imagens que insistiam em voltar.
O celular estava ali, na mesa de cabeceira.
A mensagem ainda aberta.
Ela não respondeu.
Mas também não