A manhã de sexta começou silenciosa.
Mas não tranquila.
Helena já estava acordada quando André saiu do banheiro.
Sentada na cama.
Os olhos baixos.
As mãos entrelaçadas.
Havia algo ali.
Pesado.
Ele percebeu na hora.
— O que foi?
Ela demorou a responder.
Como se estivesse escolhendo as palavras.
Ou construindo.
— Eu estava pensando…
A voz saiu baixa.
Quase frágil.
André se aproximou.
— Sobre o quê?
Ela levantou os olhos.
Brilhando.
— Eu não queria ficar sozinha hoje.
O coração dele apertou automa