O carro cortava as ruas quase vazias, as luzes da cidade se esticando no vidro como rastros de uma noite que tinha ido longe demais.
Eduarda estava quieta demais.
Afundada no banco do passageiro, o rosto virado para a janela, ela parecia menor — drenada pela culpa, pelo álcool, pela própria impulsividade.
Daniel mantinha as mãos firmes no volante, mas o olhar escapava para ela a cada semáforo.
— Quer que eu ligue pra alguém? — perguntou, com cuidado. — Letícia… Pedro…
Eduarda puxou o celular co