O carro cortava a rua em alta velocidade.
André dirigia com as mãos firmes no volante, o maxilar travado, os olhos fixos na estrada. Ele não dizia nada, mas o desespero estava em cada movimento brusco, em cada troca de marcha mais forte do que o necessário.
No banco de trás, Helena gemia baixo, o corpo curvado, uma das mãos pressionando a barriga.
— Meu bebê… — sussurrava, com a respiração irregular.
Silvia estava ao lado dela, tentando manter a calma, embora claramente abalada.
— Vai ficar tud