O cheiro veio antes da visão.
Forte.
Áspero.
Mistura de desinfetante barato com algo mais antigo, mais impregnado — um lugar onde o tempo não passava da mesma forma.
André caminhou pelo corredor em silêncio, os passos firmes, mas mais lentos do que ele gostaria de admitir. As grades, os ecos, as vozes distantes… tudo aquilo criava uma atmosfera que parecia pressionar o peito.
Ele não queria estar ali.
Mas precisava.
Parou quando o agente indicou.
— É essa.
A porta abriu com um som metálico seco