Foi estranho o que senti ao olhar para o menino. Cê é louco, cara! Parecia que tinha uma escola de samba dentro do peito, sem caô. Não gosto de crianças, não vou mentir, mas senti uma necessidade estranha de proteger aquele moleque. Assim como ele não queria me soltar, eu também não queria soltá-lo. E quando o deixei lá naquela cama, senti um vazio imenso, como se faltasse um pedaço de mim.
Quase não preguei os olhos a noite toda. Aquela parada não saía da minha cabeça. Será que ela seria capaz