DESEJO
DESEJO
Por: Beatriz
1

Era um dia frio. Nós estávamos enroladas naquela coberta de algodão, grossa. Suas pernas gélidas enroscadas nas minhas, enquanto admirávamos cada traço presente na face uma da outra. O seu sorriso me deixava desconcertada, era, de fato, um dos sorrisos mais belos que eu já tinha visto. Fechei meus olhos para imaginar como seria alcançar o paraíso, e percebi que o mesmo estava ao meu lado, enquanto pousava uma mão sobre minhas costas, fazendo seu toque me dar um leve arrepio. Excitante, que fizera me despertar da leveza momentânea para a êxtase que carregava minha deusa.

Nos aproximamos mais, colando nossos corpos em tamanho fogo. Ela me pusera por cima, segurando meu quadril e me fazendo rebolar. Eu, que não era boba e sabia muito bem como comandar, comecei com um leve e lento jogo de quadril, remexendo-o como podia. As suas mãos apertavam quadril, bunda e coxas. Apalpando meu corpo em puro desejo.

É, era isso. Eu a queria, ali e agora.

Colei-nos novamente e comecei a depositar alguns beijos em sua nuca, percorrendo o caminho que eu mais gostava: Por trás da orelha indo até antes da clavícula. Ainda sentia a apalpação presente, só que desta vez sua mão brincava com meu mamilo direito, e a outra dava leve puxões no meu cabelo. Voltei-me para seus lábios e beijei-os. Beijo doce, lento e apaixonado. Ela me retirou de cima e me dominou.

Segurou meus pulsos com agilidade e sussurrou em meu ouvido: És minha.

A esta altura eu já transbordava fogo, e por isso, a cada toque, cada beijo depositado pelo meu corpo, a sensação era extrema. Ela retirou minha blusa e começou a chupar meus seios, dando mordidas de leve, me fazendo arfar. Minhas mãos seguravam a cabeceira da cama, ao seu comando. "Obedeça, se não, leverá tapas.", ela me conhecia, ela sabia direitinho do jogo que eu ousava brincar, sabia que eu nunca gostei da obediência e que eu sempre iria teimar. Minhas mãos logo alcançaram seus cabelos, puxando-os, gerando certo movimento.

- Você gosta. - Em meio a gemidos, sussurrou. - Mas agora não, quero ouvir você implorar.

Tirou meu short, acompanhado de minha calcinha e começou a chupar-me, fazendo movimentos de vai e vem com a língua, brincando com meu clitóris e voltando aos movimentos. Suas mãos apalpavam meus seios, enquanto sua língua fazia um belo trabalho, arrancando meus gemidos e as vibrações do meu corpo. Ela levou sua mão a meu órgão e penetrou um, enquanto continuara a me chupar. Meus olhos reviravam de prazer em meio a tanta êxtase que sentia. Queria mais rápido, queria com força, queria... Mas tudo que ela queria era me ver implorando. Eu me negaria até o último momento, afinal, o jogo é do prazer.

Ela aumentava os movimentos de vai e vem, até que resolveu penetrar um segundo dedo. Eu era extremamente apertada para a mesma, dois dedos em mim já me faziam, basicamente, gritar. Os movimentos iniciais foram lentos, enquanto sua língua ainda brincava com meu clitóris. Aos poucos ela aumentava a velocidade, e os meus quadris acompanhavam seu ritmo. Até que ela parou, retirou sua roupa e me ajustou. E eu sabia que iríamos nos encaixar, literalmente, ali. Ela encaixou-se perfeitamente em mim. Boceta com boceta, nos esfregávamos devagar, até aumentarmos os movimentos. Ela por cima, comandando, observando minhas reações, meus gemidos, minhas mordidas nos lábios por estar em tanto prazer. Eu por baixo, vendo-a arfar 'em cima' de mim, gemendo por puro prazer. Aumentávamos o ritmo, a velocidade, obtendo um ápice. Ela saiu de cima e me puxou para a beirada da cama, chupando meu pescoço e percorrendo sua língua pelo meu corpo, voltou a me chupar e apalpar meus seios.

Sua língua fazia movimentos circulares um tanto agonizantes. Queria gritar, mas continha-me. Ela me penetrou com dois dedos e pediu que eu rebolasse. Obedeci. Estava rebolando em seus dedos enquanto apurava todo o prazer que a situação poderia me oferecer. Arfava, gemia, queria muito mais. Seus dedos começaram a girar em mim de forma contrária ao meu rebolado, o que me fez gemer alto, revirar os olhos, puxar os lençóis da cama. Giravam em total contrariedade, logo mais, ela começou a brincar com meu ponto G. Massageando-o. Voltou a chupar-me e meu corpo vibrava, tremia em tanto prazer que estava recebendo. Ela parou e me jogou na cama. Virando-me de quatro, depositando dois tapas estalados na minha bunda e puxando meus cabelos para trás. Deixando-me empinada e com uma ótima visão para a mesma.

- O que você quer? - Ela perguntava, sabendo a resposta, mas almejando-a ouvir.

- Você.

- Eu? E o que quer comigo?

- Sexo. - Disse.

- Seja mais específica, neném. - Ela debochava.

- Quero que me foda. Me foda com força.

- Agora sim! - Seu riso era maligno enquanto depositava vários beijos por minhas costas.

Ela abriu mais minhas pernas e começou a me tocar. Alisando-me, brincando com meu órgão, fazendo com que minha deusa implorasse pelo seu toque em mim.

Oh, por favor... - Minha voz era falha, eu estava implorando para ser comida ali mesmo.

- Xiu... - Depositou mais um tapa em minha bunda, me fazendo calar. - Caladinha.

Ela penetrou um, dois dedos e não poupou em agilidade. Estava rápida, feroz, com força. Sua mão guiava meu quadril e meu corpo para frente e para trás, aumentando o movimento e me fazendo gritar de prazer, me fazendo perceber que estava completa. E em meio há tanta êxtase, chego a mais um ápice. Ela terminou me chupando, pois dizia amar meu gosto, me deixando sem qualquer força para reagir. Deitou-se, puxou-me para seu peito e me acalentou. Fazendo-me sentir inteiramente, completamente, transbordada de amor.

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