67. Mamãe
Branca
Não sei quanto tempo dormi.
O corpo ainda estava pesado, a dor vinha em ondas suaves, controladas pelos remédios. Abri os olhos devagar, piscando algumas vezes até a visão se ajustar.
Vi uma mulher de costas para mim.
Estava de pé, perto da janela, observando o jardim com as mãos cruzadas à frente do corpo. Postura reta. Elegante. Familiar de um jeito que apertou meu peito antes mesmo de minha mente alcançar.
Me movi na cama com cuidado.
“Olá…” minha voz saiu baixa, rouca de sono.
A mulh