224. Eu sou seu pai
André
Eu nunca achei que um caminho pudesse parecer tão longo. Mesmo com o carro já parado em frente ao portão do orfanato, eu não consigo sair, minhas mãos estão apoiadas nas pernas, inquietas, os dedos batendo sem ritmo, denunciando algo que eu não consigo esconder nem de mim mesmo.
Não é só ansiedade, não é só expectativa… é medo. Laís desliga o carro ao meu lado, mas não se move imediatamente, ela me observa por um segundo, em silêncio, como se estivesse medindo exatamente até onde eu cons