143. Eu estou fazendo tudo errado
André
“Fecha a porta.”
A voz do Cássio veio baixa, mas firme, do jeito que ele usava no tribunal. Meu estômago revirou na hora. Porque quando ele fala assim, não era convite. Era uma ordem. E eu obedeci.
O escritório dele cheirava a madeira, café velho e uísque caro. A cidade lá fora fazia barulho pela janela, buzinas distantes e sirenes que ainda me lembravam do galpão.
Eu ainda via o rosto da Branca sangrando. E isso me deixava meio sem ar.
Cássio tirou dois copos do armário e serviu sem perg