O relógio de parede marcava 18h20 quando Lara finalmente fechou a última pasta sobre a mesa. Seus dedos estavam dormentes, os olhos ardiam e a cabeça latejava, mas o coração ainda batia acelerado pela montanha-russa de emoções que vivera desde a manhã. Trabalhar ali era como caminhar sobre uma corda bamba — cada passo poderia significar um tombo doloroso ou a chance de permanecer firme.
A sala estava mergulhada em penumbra. A luz do entardecer atravessava as enormes janelas e pintava as paredes