Capítulo 239 — Bem-vindo à Selva
José Alves
O solavanco do ônibus blindado do Departamento de Correções parou, e o som das correntes batendo no chão de metal foi o único aviso de que tínhamos chegado. Olhei para o Atlas, sentado ao meu lado no banco de aço. Ele estava pálido, mas mantinha o maxilar travado, tentando esconder o pavor. Ele não sabia o cheiro que aquele lugar tinha. Eu sabia. Cheiro de mofo, de medo suado e de violência contida.
— Chegamos. — murmurei, o som abafado pela grade que