Cap 04. Até onde vai a dor
Sophia só diminuiu o passo quando a rua já estava silenciosa. Parou perto de um prédio qualquer e apoiou a mão na parede, sentindo o corpo ainda instável. Limpou as lágrimas de qualquer jeito e olhou ao redor por instinto. Não havia ninguém. Mesmo assim, a sensação de que algo ainda estava errado não passava.
Voltou a andar, mais rápido do que antes. Não queria pensar, mas a mente não obedecia. A imagem dele insistia em voltar, o rosto, a voz, a forma como falou com ela, como se nada tivesse a