Cap 38. Dois rostos e uma verdade
No dia seguinte, o clima na empresa estava diferente, pesado suficiente para ser percebido antes mesmo de qualquer palavra ser dita. Heitor sentiu isso assim que cruzou a recepção. Não foi o silêncio, nem os olhares desviados, foi uma sensação mais sutil, mais incômoda.
— O que está acontecendo nesta empresa hoje? — perguntou à secretária.
Luanda desviou o olhar para a porta do escritório dele.
— O senhor... tem visitas.
Heitor levantou a sobrancelha.
— Quem?
— O seu irmão, senhor.