O quarto do hotel-fazenda estava tranquilo, com a luz suave da noite entrando pelas cortinas. A cama estava vazia, mas uma sensação de expectativa pairava no ar. Bernardo fechou a porta atrás de nós, e eu pude ver como seus olhos estavam mais sérios agora, sem as brincadeiras e a fachada de antes.
Bernardo pegou uma garrafa de vinho, serviu duas taças e me entregou uma. O gesto parecia normal, mas dentro de mim havia um turbilhão. Estava claro que ambos sabíamos que essa noite seria diferente