Ruby
— O que ele pensa que eu sou? Uma prostituta de luxo? — murmurei para o corredor vazio. Estou toda ferrada, mas não vou me vender assim.
Antes que pudesse voltar ao quarto, meu telefone tocou pela centésima vez.
— Oi, Dália. Desculpe, não atendi antes.
— Foi a Esmeralda? — A voz dela soou preocupada do outro lado.
— Sim, ela estava com 39,5 °C de febre. Não pensei em nada, saí correndo e esqueci de te avisar, me desculpa.
— Imagina, eu entendo. Ela vai ficar internada de novo?
— Acredito q